Este mês circularam na internet cartazes de supostos insultos de alunos e professores da Universidade de Coimbra contra estudantes brasileiros desta tradicional instituição académica. Como os cartazes estão no âmbito da campanha duma lista para a eleições da Associação de Estudantes da universidade, não é possível saber se tudo o que foi reproduzido neles foi, de facto, dito.
Entretanto, não é do nada que os estudantes teriam elaborado os cartazes. Se o fizeram é porque problemas do género haveria dentro da universidade. O que não é uma surpresa. Que há certa xenofobia de parte da sociedade portuguesa não é uma novidade.
Na verdade, a relação entre brasileiros e portugueses está longe de estar livre de preconceitos mútuos. A natureza deles é que é diferente.
O preconceito dos brasileiros é até muito mais transversal na sociedade brasileira do que o português. Porém tem raízes mais simples.
Em geral, os brasileiros quando falam mal dum português falam-no mais num contexto de galhofas - ainda que, muitas vezes, estúpidas. Seu principal expoente são as anedotas de portugueses. Entretanto, a maioria dos brasileiros acredita piamente que os portugueses não são burros apenas nas anedotas. Creem que Portugal é um país cheio de pessoas pouco evoluídas intelectualmente e que parou no tempo. O próprio sotaque português, muito carregado e feio para os brasileiros, ajuda a manter firme esta convicção.
Talvez isto seja fruto da vaga imigratória de portugueses no Brasil entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Como este fluxo foi composto principalmente por pessoas com pouca ou nenhuma instrução educacional, a imagem do português burro fincou-se no Brasil. Como os brasileiros pouco se interessam pela realidade e atualidade de Portugal (e outros países) esta imagem ficou perpetuada. E mesmo brasileiros com bom nível cultural deixam-se de influeciar-se por ela.
Já o preconceito português contra brasileiros é mais complexo. Está inserido em mais questões.
A xenofobia é uma das principais marcas da Europa. Milénios de conflitos e guerras no continente europeu não foram em vão em relação à visão que cada povo europeu tem relação a outros povos. Se a xenofobia de europeus contra europeus diminuiu consideravelmente nas últimas décadas, muito em razão da União Europeia e dos laços que esta criou, apesar de sua construção estar longe do seu ideal, desenvolveu-se nas últimas décadas a xenofobia contra os imigrantes de outras partes do mundo, que na visão simplista de muitos vêm roubar empregos dos nacionais e aumentar a violência.
Muito por só ter tido há relativamente poucos anos um fluxo imigratório e pelas características do próprio povo português, Portugal é do países menos xenófobos da Europa. Tanto que é dos poucos que não têm partidos abertamente contra a imigração com representação parlamentar. Porém, nichos xenófobos não são difíceis de encontrar na sociedade portuguesa.
Como a presença do Brasil em Portugal, tanto internamente (por meio dos imigrantes brasileiros, a maior comunidade de estrangeiros em Portugal) como externamente (por meio do muito que é dito do Brasil em Portugal e do que chega do intercâmbio cultural do Brasil para Portugal) é grande, há certo incómodo de parte dos portugueses contra os brasileiros.
Este sentimento, muitas vezes, é gerado por uma mistura de coisas aparentemente contraditórias. Por exemplo, se por um lado os brasileiros os brasileiros podem ser invejados por terem um sotaque mais suave e um conteúdo discursivo mais aberto e menos circunspecto, podem ser alvo de gozo por falarem tão mal o português. E nem os que que falam bem escapam à generalização.
Mas é no campo do esteriotipo em que se encontram os casos mais flagrantes de xenofobia. Nisto o maior alvo é a mulher brasileira, vista como "fácil" e como potencial prostituta (Nada, pelo contrário, contra mulheres muito liberais para o sexo, o que está longe de ser o caso das brasileiras, ou prostitutas, mas a visão que prega isto é carregada de reprovação e machismo).
A xenofobia de parte da sociedade portuguesa contra brasileiros também tem uma forte aliada, o racismo. Como grande parte dos brasileiros é negro ou mulato, a junção do elemento nacional e étnico aumenta ainda mais a sanha condenatória desta parte da sociedade.
Se no aspecto qualitativo, o preconceito português é mais grave que o brasileiro, no quantitativo é bem menor, pois enquanto poucos brasileiros não olham para os portugueses com desdém, pode-se dizer que há uma considerável parte dos portugueses que não apenas nada têm contra o Brasil como até o veem com simpatia.
Em resumo, enquanto o preconceito brasileiro é resultado mais duma falta de conhecimento, o português é resultado mais duma falta de compreensão, de teimosia e de maldade.
viernes, 31 de enero de 2014
sábado, 21 de diciembre de 2013
"LA VIOLENCIA"
Osado es poco para definir al tema y al video clip de Agarrate Catalina
y No Te Va a Gustar “La Violencia”. La canción no solo justifica la violencia
como pone a quien anda en el mundo del crimen como las verdaderas víctimas de la
sociedad.
La lectura que hizo el compositor de la música, Tabaré Cardozo, no es
tan diferente de la que hacen muchos izquierdistas en Uruguay, en América
Latina y en el mundo a respecto de las causas de la violencia. Pero de modo
mucho más explícito y desvergonzado que lo general. Los cantantes no tienen
pegas en transformar, aunque metafóricamente, a los criminosos como jueces de
la sociedad.
Atribuir la violencia a la desigualdad, pobreza y falta de educación
como hacen en "La Violencia" es una vieja enfermedad infantil de la izquierda. No
que estas no tengan relación con la delincuencia. Pueden tenerlo y mucho. El
problema es considerar al criminoso como un ser desprovisto de razonamiento y/o
que simplemente es llevado al crimen porque no le resta otra alternativa.
En realidad, es difícil negar que el contexto social (no solamente situación social en sí, pero los ejemplos del alrededor) de una persona
es una variable importante que podrá determinar si escoge delinquir. Pero la
verdad es que, en la mayoría de las veces, solo delinque quien tiene una
propensión a ello.
Lo que hace a un excluido social y a un marginado delinquir es que,
primero, tiene una floja escolaridad, segundo, ve muchas menos alternativas en
su vida que otros. Tercero, piensa que tiene mucho menos que perder. Pero nada
de esto va a impulsar a una persona a matar o a robar si no tenga una tendencia
psicológica que lo lleve a elegir esto.
Seguramente, muchos de los criminosos de las sociedades de América
Latina no lo serían si hubiesen nacido en Europa Occidental, por ejemplo. Donde
tendrían otro contexto social y de formación humana.
Pero y la sociedad que sufre con la violencia, y que en el tema “La
Violencia” es expuesta, paradójicamente, como verdugo, ¿qué culpa puede tener
en que haya semilleros que ayuden a que alguien se torne un criminoso? Objetivamente ninguna.
Incluso porque la mayoría de las víctimas de la violencia es gente tan o aún
más pobre o excluida socialmente que los que la generan. Que comparte o pudo
haber compartido los mismos flagelos sociales y que por estar en zonas menos
seguras están menos protegidas. Pero ni a una persona de clase media o alta se
le puede achacar responsabilidades por un acto criminal en sí. Aunque el
individuo pueda tener poca sensibilidad social y ser contrario a políticas de
distribución de riqueza no se puede hacerlo. Ninguna o casi ninguna ideología
puede ser peor que un asesinato, por ejemplo.
No tengo dudas de que más educación, más crecimiento económico y,
fundamentalmente, menos desigualdad social (el factor más fuerte en la cadena
de factores que lleva a una persona a delinquir) tendrían como resultado menos
violencia. Pero mientras esta exista no hay otra alternativa para los
gobiernos, en lo que se refiere a su política de seguridad, que no bajar la
guardia. Por otro lado, estos no deben ser rehenes de los pedidos de mano duro
que pululan en gran parte de la sociedad y que son la contracara del discurso
de justificativa de la violencia por parte de la izquierda.
martes, 17 de diciembre de 2013
BALLOTAGE, SINÓNIMO DE DEMOCRACIA
Muchos de los frenteamplistas siempre se quejan de que el ballotage solo fue instituito en Uruguay, por medio de la reforma constitucional de 1996, porque el Partido Nacional y el Colorado querían impedir, por esta vía, un presidente del Frente Amplio.
De hecho, no es posible negar que detrás de la creación de una segunda instancia electoral para la elección del principal mandatario oriental, en caso de que nadie obtuviera mayoría absoluta en la primera vuelta, estaba, principalmente, el miedo de los partidos tradicionales a que la izquierda llegase al poder tras un sostenido crecimiento electoral tras la vuelta de la democracia en la mitad de los años 1980.
Pero también es cierto que este temor egoísta permitió que las elecciones presidenciales se tornaran más democráticas y claras cuanto al merecimiento de su vencedor. Nada mejor que la confrontación de los dos candidatos más votados en la primera vuelta en una segunda para ver quien reúne más apoyos para que se solidifique una verdadera mayoría, que no es el caso de cuando el vencedor de la primera vuelta solo tiene la mayoría relativa de votos.
Solo cabe lamentar, portanto, el deseo expresado por el más que probable candidato del Frente Amplio y primer presidente frenteamplista, Tabaré Vázquez, que aboga por el fin de este saludable sistema electoral del presidencialismo que es el ballotage.
Estar en contra del ballotage, fundamentalmente en Uruguay, donde existen tres partidos que dividen los votos en las elecciones y en que dos son muy parecidos (Nacional y Colorado) ocupando el mismo espacio de votación, es un cinismo antidemocrático, cuyo objetivo aparente es querer que su formación, el Frente Amplio, sea la gran favorecida, por estar solo en el espectro ideológico de la izquierda, y que por esto sería siempre la vencedora de la primera vuelta.
Lo malo y patético del sistema uruguayo no es el ballotage. Es la ridícula exigencia para la elección del presidente en la primera vuelta. Es decir, que un candidato tenga que sumar más votos no solamente que los candidatos rivales como también que los votos blancos, nulos y de la abstención. Una auténtica anomalía en un mundo donde en casi todas las democracias que tienen segunda vuelta no son considerados válidos los votos blancos, nulos y la abstención para el cómputo de porcentaje de votos de los candidatos.
Si hay algo para ser reformado en el sistema electoral uruguayo son las reglas para haber ballotage. Pero jamás este debe ser extinto.
De hecho, no es posible negar que detrás de la creación de una segunda instancia electoral para la elección del principal mandatario oriental, en caso de que nadie obtuviera mayoría absoluta en la primera vuelta, estaba, principalmente, el miedo de los partidos tradicionales a que la izquierda llegase al poder tras un sostenido crecimiento electoral tras la vuelta de la democracia en la mitad de los años 1980.
Pero también es cierto que este temor egoísta permitió que las elecciones presidenciales se tornaran más democráticas y claras cuanto al merecimiento de su vencedor. Nada mejor que la confrontación de los dos candidatos más votados en la primera vuelta en una segunda para ver quien reúne más apoyos para que se solidifique una verdadera mayoría, que no es el caso de cuando el vencedor de la primera vuelta solo tiene la mayoría relativa de votos.
Solo cabe lamentar, portanto, el deseo expresado por el más que probable candidato del Frente Amplio y primer presidente frenteamplista, Tabaré Vázquez, que aboga por el fin de este saludable sistema electoral del presidencialismo que es el ballotage.
Estar en contra del ballotage, fundamentalmente en Uruguay, donde existen tres partidos que dividen los votos en las elecciones y en que dos son muy parecidos (Nacional y Colorado) ocupando el mismo espacio de votación, es un cinismo antidemocrático, cuyo objetivo aparente es querer que su formación, el Frente Amplio, sea la gran favorecida, por estar solo en el espectro ideológico de la izquierda, y que por esto sería siempre la vencedora de la primera vuelta.
Lo malo y patético del sistema uruguayo no es el ballotage. Es la ridícula exigencia para la elección del presidente en la primera vuelta. Es decir, que un candidato tenga que sumar más votos no solamente que los candidatos rivales como también que los votos blancos, nulos y de la abstención. Una auténtica anomalía en un mundo donde en casi todas las democracias que tienen segunda vuelta no son considerados válidos los votos blancos, nulos y la abstención para el cómputo de porcentaje de votos de los candidatos.
Si hay algo para ser reformado en el sistema electoral uruguayo son las reglas para haber ballotage. Pero jamás este debe ser extinto.
jueves, 5 de diciembre de 2013
COMPARAR LO IMCOMPARABLE
Realizado hace 13 años, el informe PISA es el más importante, al menos en términos mediáticos, para comparar el nivel educacional entre países, aunque solo participen de él los países de la OCDE (supuestamente los más desarrollados del mundo), puesto que su organización es de responsabilidad de esta institución, y más algunos que voluntariamente se asoman para exponer el grado de aprendizaje de sus estudiantes de 15 años.
El gran problema del PISA es evaluar a países que pueden tener realidades bien distintas al nivel de la integración en el sistema de enseñanza de sus quiceañeros. Si un país tiene un porcentaje mayor de quinceañeros fuera de la escuela puede tener una ventaja en el promedio de notas en el PISA que uno que tenga más quinceañeros en la escuela aunque no tenga una educación mejor que este.
Si un país logra incluir en la enseñanza a más jóvenes que otro, puede aumentar el nivel de alumnos con malas condiciones sociales dentro del sistema educativo de lo que tendría si no los hubiese incluido. Principalmente si la inclusión es reciente. Esto hace con que el promedio baja en comparación a un escenario de no inclusión.
Tomemos el ejemplo de Argentina y Brasil. Argentina está en la posición 59, con 396 puntos en el promedio de las asignaturas evaluadas (lengua, matemática y ciencia). Brasil en la posición 58, con un promedio de 402. Diferencia pequeña. Pero aun así, desde una primera mirada, sorprendente (aunque en el anterior ranking, Brasil ya apareciese con más puntos que Argentina). ¿Cómo un país clasificado en el Índice de Desarrollo Humano de la ONU (cuyas variables son renta per cápita, expectativa de vida y años de escolaridad) en la posición 45, Argentina, puede tener su educación evaluada a un nivel inferior que la de uno, Brasil, que está en la posición 84?
Además, basta con haber hablado con argentinos y brasileños para que se verifique claramente un nivel cultural mayor de los argentinos.
La principal explicación para la superioridad brasileña es que mientras Brasil tiene 75% de jóvenes de 15 años en la escuela, Argentina tiene 85%. Haber logrado incluir a más gente de esta edad en la escuela muy probablemente haya sido lo que ha hecho con que el promedio argentino haya sido un poco inferior al brasileño.
Para mejorar el PISA en términos de comparación entre países sería muy importante que la OCDE introdujera el número de jóvenes de 15 años en las escuelas de los países que participan del PISA como una variable. Así tendríamos un panorama más de acuerdo a la realidad a efecto de parangón
martes, 26 de noviembre de 2013
FORT, UN PRODUCTO DE LA TELENFERMEDAD
Durante como mínimo una semana se hablará mucho sobre el recién fallecido Ricardo Fort en los medios argentinos. Principalmente, obviamente, en los programas de chimentos de la tarde, verdaderas "excelencias" argentinas.
No faltará análisis de la razón por la cual se murió Fort. Sobre el motivó por el cual se enfermó. Sobre su relación con la familia. Sobre sus relaciones sentimentales. Sobre su sexualidad. Sobre su excentricidad. Sobre su rápido ascenso mediático. Y muchas más cosas.
Pero estoy casi seguro de que faltará la única pregunta que importa, ¿por qué alguien que no representaba nada, que no tenía ningún talento mínimamente reconocido, tuvo tanto apelo mediático?
La respuesta está en la esquizofrenia en que se ha transformado gran parte de la tele argentina en los últimos años. Peleas, insultos, chimenteros desvergonzados, frivolidades a diestro y a siniestro. Hoy la tele argentina parece girar en torno a estos elementos. Cada programa se alimenta del otro, exponenciando la basura, haciéndola verdaderamente viral. Solo una dirección tan disparatada como la que sigue gran parte de la tele argentina pudo haber permitido que Fort se tornase un gigante mediático.
Fort no fue el único "nadie" que llegó al estrellato. Hubo, hay y habrá varios otros. Lo diferencial de Fort es que fue el más exitoso de ellos. Todos frutos del estado de efermedad en que se encuentra gran parte de la tele argentina.
Como la tele argentina no nació así, creo que un día se recuperará y le pasará la enfermedad. Quizá cuando el gran cerebro de la telebasura, Marcelo Tinelli, se jubile...
No faltará análisis de la razón por la cual se murió Fort. Sobre el motivó por el cual se enfermó. Sobre su relación con la familia. Sobre sus relaciones sentimentales. Sobre su sexualidad. Sobre su excentricidad. Sobre su rápido ascenso mediático. Y muchas más cosas.
Pero estoy casi seguro de que faltará la única pregunta que importa, ¿por qué alguien que no representaba nada, que no tenía ningún talento mínimamente reconocido, tuvo tanto apelo mediático?
La respuesta está en la esquizofrenia en que se ha transformado gran parte de la tele argentina en los últimos años. Peleas, insultos, chimenteros desvergonzados, frivolidades a diestro y a siniestro. Hoy la tele argentina parece girar en torno a estos elementos. Cada programa se alimenta del otro, exponenciando la basura, haciéndola verdaderamente viral. Solo una dirección tan disparatada como la que sigue gran parte de la tele argentina pudo haber permitido que Fort se tornase un gigante mediático.
Fort no fue el único "nadie" que llegó al estrellato. Hubo, hay y habrá varios otros. Lo diferencial de Fort es que fue el más exitoso de ellos. Todos frutos del estado de efermedad en que se encuentra gran parte de la tele argentina.
Como la tele argentina no nació así, creo que un día se recuperará y le pasará la enfermedad. Quizá cuando el gran cerebro de la telebasura, Marcelo Tinelli, se jubile...
jueves, 31 de octubre de 2013
LEY DE MEDIOS: MÁS ALLÁ DEL KIRCHNERISMO
El fallo de la Suprema Corte de Justicia sobre la Ley de Medios, el pasado martes, significó una gran victoria del gobierno de Cristina Fernández de Kirchner. Al fin y al cabo, fueron cuatro años de pelea, en varias instancias judiciales, hasta que la ley, el principal caballo de batalla del kirchnerismo (por todo el historial de tirantez entre el gobierno y el grupo más afectado por la ley, Clarín), fuese considerada constitucional por los máximos magistrados de la Argentina.
En el ámbito del mayor enfrentamiento entre poder político y poder mediático que, quizá, ha habido en la historia de la Argentina (en anteriores periodos de conflictos, como el que marcó la queda de Arturo Illia en 1966 o la penosa agonía de los últimos años del gobierno de Raúl Alfonsín, la correlación de fuerzas era muy desigual contra el poder político y este jamás pudo plantar cara al poder mediático) el fallo de la Suprema Corte fue muy regocijante para el gobierno. Pero el sí a la constitucionalidad de la ley en su totalidad representa un triunfo que trasciende el kirchnerismo.
Primero, la composición de la ley no salió solamente de los despachos gubernamentales. Fue fruto de un gran debate público. Quizá el mayor a respecto de una ley, que tuvo la singularidad de ser una “ley anotada”, es decir, con los porqués y orígenes de sus artículos. Algo que solo ocurrió en la Argentina con el Código Civil de Vélez Sarsfield.
(Incluso el más importante detractor mediático del gobierno, Jorge Lanata, en su momento apoyó la ley. Y ya es célebre la edición de su programa Después de Todo, en Canal 26, en 2009, en que desglosa toda la concentración de medios que tiene el grupo para el cual trabaja hoy, Clarín).
Segundo, la ley fue votada por un abanico de fuerzas políticas que rebasó las fronteras kirchneristas. Tuvo 147 votos a favor, de los cuales 103 provinieron del Frente para la Victoria y 44 de otros armados políticos.
Tercero, esta ley sustituye la ley de medios de la última dictadura. Siendo que otros intentos de aprobar leyes que regulasen los medios en democracia, en los gobiernos de los radicales Raúl Alfonsín y Fernando de la Rúa, fueron abortados.
Cuarto, su existencia, posibilitando el debilitamiento de imperios mediáticos en la Argentina, será funcional no solo para el actual gobierno (este ni va a aprovechar mucho del hecho, pues solo faltan dos años para su fin). Será de gran valía para cualquier otro gobierno que venga a posteriori, pues sacará el gran peso que tiene en particular el grupo Clarín y su CEO Héctor Magnetto, que en las últimas décadas se han comportado como si fuesen los dueños de la Argentina, como sintió muy bien en la piel aquel gran demócrata que fue Raúl Alfonsín.
Quinto, la Ley de Medios podrá generar (según el presidente del AFSCA, Martín Sabatella, ya está generando) muchos más puestos de trabajo en los medios. Por ende, habiendo más puestos laborales en los medios, tal vez, haya un grado mayor de independencia de sus periodistas, que no estarían tan presionados, por haber más opciones de trabajo que las que hay hoy, a no ir en contra, mientras hagan su trabajo, del interés de las empresas para las cuales trabajen.
Sexto, la Ley de Medios podrá servir como gran referencia en otros países de Sudamérica. Uruguay, por ejemplo, ya ha tiene confeccionada una ley de medios, que será, brevemente debatida en su parlamento.
Estos factores (quizá haya otros que se me han escapado) hacen que la Ley de Medios vaya más allá del kirchnerismo. Ahora, con uno de los puntos claves de la ley, la desinversión, ya avalado por el SCJ (pues los demás ya habían sido considerados constitucionales antes), le toca al gobierno su aplicación.
En varias cosas el gobierno ya podría estar aplicando la ley y no está. Como el reparto equitativo de la pauta oficial y la transformación de los canales estatales, como Canal 7 y Radio Nacional, en verdaderos canales públicos. Otros, como la división de los medios en tres partes iguales, públicos, cooperativos y privados, son más difíciles, pero nada fue puesto marcha en este sentido.
Pero lo más importante es que haya un instrumento de regulación de los medios totalmente convalidado en términos constitucionales, lo que le da una gran legitimidad. Esto es lo estructural. Su aplicación, diría, es lo coyuntural.
En el ámbito del mayor enfrentamiento entre poder político y poder mediático que, quizá, ha habido en la historia de la Argentina (en anteriores periodos de conflictos, como el que marcó la queda de Arturo Illia en 1966 o la penosa agonía de los últimos años del gobierno de Raúl Alfonsín, la correlación de fuerzas era muy desigual contra el poder político y este jamás pudo plantar cara al poder mediático) el fallo de la Suprema Corte fue muy regocijante para el gobierno. Pero el sí a la constitucionalidad de la ley en su totalidad representa un triunfo que trasciende el kirchnerismo.
Primero, la composición de la ley no salió solamente de los despachos gubernamentales. Fue fruto de un gran debate público. Quizá el mayor a respecto de una ley, que tuvo la singularidad de ser una “ley anotada”, es decir, con los porqués y orígenes de sus artículos. Algo que solo ocurrió en la Argentina con el Código Civil de Vélez Sarsfield.
(Incluso el más importante detractor mediático del gobierno, Jorge Lanata, en su momento apoyó la ley. Y ya es célebre la edición de su programa Después de Todo, en Canal 26, en 2009, en que desglosa toda la concentración de medios que tiene el grupo para el cual trabaja hoy, Clarín).
Segundo, la ley fue votada por un abanico de fuerzas políticas que rebasó las fronteras kirchneristas. Tuvo 147 votos a favor, de los cuales 103 provinieron del Frente para la Victoria y 44 de otros armados políticos.
Tercero, esta ley sustituye la ley de medios de la última dictadura. Siendo que otros intentos de aprobar leyes que regulasen los medios en democracia, en los gobiernos de los radicales Raúl Alfonsín y Fernando de la Rúa, fueron abortados.
Cuarto, su existencia, posibilitando el debilitamiento de imperios mediáticos en la Argentina, será funcional no solo para el actual gobierno (este ni va a aprovechar mucho del hecho, pues solo faltan dos años para su fin). Será de gran valía para cualquier otro gobierno que venga a posteriori, pues sacará el gran peso que tiene en particular el grupo Clarín y su CEO Héctor Magnetto, que en las últimas décadas se han comportado como si fuesen los dueños de la Argentina, como sintió muy bien en la piel aquel gran demócrata que fue Raúl Alfonsín.
Quinto, la Ley de Medios podrá generar (según el presidente del AFSCA, Martín Sabatella, ya está generando) muchos más puestos de trabajo en los medios. Por ende, habiendo más puestos laborales en los medios, tal vez, haya un grado mayor de independencia de sus periodistas, que no estarían tan presionados, por haber más opciones de trabajo que las que hay hoy, a no ir en contra, mientras hagan su trabajo, del interés de las empresas para las cuales trabajen.
Sexto, la Ley de Medios podrá servir como gran referencia en otros países de Sudamérica. Uruguay, por ejemplo, ya ha tiene confeccionada una ley de medios, que será, brevemente debatida en su parlamento.
Estos factores (quizá haya otros que se me han escapado) hacen que la Ley de Medios vaya más allá del kirchnerismo. Ahora, con uno de los puntos claves de la ley, la desinversión, ya avalado por el SCJ (pues los demás ya habían sido considerados constitucionales antes), le toca al gobierno su aplicación.
En varias cosas el gobierno ya podría estar aplicando la ley y no está. Como el reparto equitativo de la pauta oficial y la transformación de los canales estatales, como Canal 7 y Radio Nacional, en verdaderos canales públicos. Otros, como la división de los medios en tres partes iguales, públicos, cooperativos y privados, son más difíciles, pero nada fue puesto marcha en este sentido.
Pero lo más importante es que haya un instrumento de regulación de los medios totalmente convalidado en términos constitucionales, lo que le da una gran legitimidad. Esto es lo estructural. Su aplicación, diría, es lo coyuntural.
lunes, 30 de septiembre de 2013
A FORÇA DO PC
1999. Da aliança entre três partidos de esquerda, UDP, PSR e Política
XXI, cujo apenas o primeiro conseguira alguma vez em sua história
representação na Assembleia da República, surge o Bloco de Esquerda. Com
grande repercussão mediática, projetava-se que poderia tirar muitos
eleitores do PS e do PCP. De facto, o BE teve e ainda tem votações
muitos melhores do que as que tinham separados os partidos que lhe deram
origem.
17 de março de 2002, eleições legislativas. O PCP com a sua tradicional fórmula eleitoral com o PEV, a CDU, alcança apenas 7% dos votos válidos. O pior resultado de sempre da história do partido da foice e do martelo.
27 de novembro de 2004, depois de 12 anos como secretário-geral do PCP, o relativamente moderado Carlos Carvalhas deixa a liderança do partido para dar lugar a Jerónimo de Sousa, considerado como um dos principais membros da ala conservadora do partido, que, na época, chocava-se, ainda que intramuros, com a ala renovadora.
Estes três factos faziam com que muitos vissem o PCP em queda livre, a caminho da irrelevância no cenário político português. A quase imparável queda de votações em eleições desde o começo dos anos 1980, com a consequente perda de deputados e autarcas, que poderia ser incrementada com o surgimento dum partido que ocupava espaço ideológico parecido, somava-se à chegada dum líder com uma imagem e visão de mundo supostamente ultrapassadas.
Entretanto, contra a maioria dos vaticínios, o PCP não definhou, como logrou boas votações nas últimas eleições, considerando-se que desde 1999 deve competir pelos votos da “esquerda vermelha” com o BE. A melhor talvez tenha sido os 11% nas eleições autárquicas do último domingo e principalmente a reconquista de concelhos símbolos do poder local comunista durante muitos anos, como Beja, Évora, Loures e Portalegre.
Talvez, parte da manutenção do PCP como partido ainda significativo na composição política portuguesa explique-se em razão da grande crise económica e social que vive Portugal desde 2009. Nunca tendo sido parte de qualquer governo constitucional, os eleitores pouco poderiam culpar o PCP. Entretanto, o mesmo não ocorreu com o BE, partido que também sempre fez oposição à esquerda, que nas eleições do domingo passado teve uma votação raquítica perdendo a única câmara municipal que possuía.
O revigoramento do PCP é fruto duma enorme capacidade de trabalho de seus militantes, duma coerência discursiva e de governações (as municipais) honestas, sérias e competentes. Tanto que o partido consegue votos mesmo de pessoas sem grande simpatia pela teoria marxista. Também Jerónimo de Sousa, outrora ridicularizado, é um dos principais responsáveis pelo PCP ainda manter-se rijo. Nenhum dos líderes partidários em Portugal é tão carismático como ele. Capaz de atrair a simpatia até de quem nunca votou ou votará no PCP.
Tendo votação na casa dos 10% o PCP mantém-se também como caso único na Europa ocidental, onde é o único partido marxista a alcançar tal registo nos escrutínios.
Subestimar a força do mais antigo dos partidos políticos portugueses foi um grande erro da comunicação social em Portugal.
17 de março de 2002, eleições legislativas. O PCP com a sua tradicional fórmula eleitoral com o PEV, a CDU, alcança apenas 7% dos votos válidos. O pior resultado de sempre da história do partido da foice e do martelo.
27 de novembro de 2004, depois de 12 anos como secretário-geral do PCP, o relativamente moderado Carlos Carvalhas deixa a liderança do partido para dar lugar a Jerónimo de Sousa, considerado como um dos principais membros da ala conservadora do partido, que, na época, chocava-se, ainda que intramuros, com a ala renovadora.
Estes três factos faziam com que muitos vissem o PCP em queda livre, a caminho da irrelevância no cenário político português. A quase imparável queda de votações em eleições desde o começo dos anos 1980, com a consequente perda de deputados e autarcas, que poderia ser incrementada com o surgimento dum partido que ocupava espaço ideológico parecido, somava-se à chegada dum líder com uma imagem e visão de mundo supostamente ultrapassadas.
Entretanto, contra a maioria dos vaticínios, o PCP não definhou, como logrou boas votações nas últimas eleições, considerando-se que desde 1999 deve competir pelos votos da “esquerda vermelha” com o BE. A melhor talvez tenha sido os 11% nas eleições autárquicas do último domingo e principalmente a reconquista de concelhos símbolos do poder local comunista durante muitos anos, como Beja, Évora, Loures e Portalegre.
Talvez, parte da manutenção do PCP como partido ainda significativo na composição política portuguesa explique-se em razão da grande crise económica e social que vive Portugal desde 2009. Nunca tendo sido parte de qualquer governo constitucional, os eleitores pouco poderiam culpar o PCP. Entretanto, o mesmo não ocorreu com o BE, partido que também sempre fez oposição à esquerda, que nas eleições do domingo passado teve uma votação raquítica perdendo a única câmara municipal que possuía.
O revigoramento do PCP é fruto duma enorme capacidade de trabalho de seus militantes, duma coerência discursiva e de governações (as municipais) honestas, sérias e competentes. Tanto que o partido consegue votos mesmo de pessoas sem grande simpatia pela teoria marxista. Também Jerónimo de Sousa, outrora ridicularizado, é um dos principais responsáveis pelo PCP ainda manter-se rijo. Nenhum dos líderes partidários em Portugal é tão carismático como ele. Capaz de atrair a simpatia até de quem nunca votou ou votará no PCP.
Tendo votação na casa dos 10% o PCP mantém-se também como caso único na Europa ocidental, onde é o único partido marxista a alcançar tal registo nos escrutínios.
Subestimar a força do mais antigo dos partidos políticos portugueses foi um grande erro da comunicação social em Portugal.
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