lunes, 31 de diciembre de 2012

AÑO NUEVO, VIDA VIEJA


Como todos los años, el mundo celebra el cambio de año, como si se tratase de un hecho con dimensiones trascendentales para la vida personal de cada uno y para la colectividad.

Incluso administraciones públicas se preocupan en proporcionar fiestas, principalmente las relacionadas a las quemas de fuego de artificio. Habiendo poca gente que critica el uso del erario en ellas.

La búsqueda por lo nuevo impulsa a que muchas personas hagan del pasaje de año un verdadero ritual, donde para muchos no faltan las obligaciones a nivel de atuendo, como ponerse ropas de determinados colores, y de lo que comer o beber, entre muchas otras.

Pero es evidente que la naturaleza de los acontecimientos no le hace ningún caso al calendario. El desdén con el que esta mira a los pasajes de año contrasta con la expectativa que la gente crea en torno de ellos.

Los festejos de fin de año nos enseñan mucho de lo potente que es el efecto manada, momento en que uno participa acríticamente de algo solo por el hecho de que los demás también participan. Y esto ocurre con independencia de sexo, creencia o no creencia religiosa, o clase social.

Ojo, nada tengo en contra de los balances y retrospectivas en términos mediáticos del año que acaba y de los pronósticos del año que se avecina. Al fin y al cabo, los años sirven como jalones. Es por medio de los años (aunque más por los conjuntos de los años, décadas y siglos) que evaluamos evoluciones o involuciones.

El gran problema es ver a los años como si estos tuviesen una vida propia, que condicionan la vida de la gente. Cuando, en realidad, en el fondo, nada más son que una “fabricación” humana.

jueves, 15 de noviembre de 2012

SELEÇÃO, CLUBES E GLOBO



Ao menos desde os últimos 15 anos, nunca a seleção brasileira tinha prejudicado tanto os clubes como na presente temporada.

Um fator fez com que 2012 fosse especialmente danoso para os clubes: este foi o ano em que mais jogadores que atuam no Brasil foram convocados para a seleção brasileira desde instituição da Lei Bosman, que abriu as portas para o êxodo massivo de jogadores brasileiros para a Europa.

Obviamente este problema só existe pelo fato do jogos dos campeonatos disputados no Brasil não pararem quando há partidas do Brasil como ocorre em quase todo o mundo. O que torna o caso brasileiro escandaloso e digno de chacota internacional, pois faz com que alguns clubes sejam punidos, já que devem ceder constantemente ao Brasil seus melhores futebolistas ficando desfalcados deles em vários jogos.

Atualmente, são muitos os que clamam por esta interrupção, algo que, a princípico, parece simples, dependendo apenas da boa vontade e da atenção da CBF quando organize o calendário do futebol brasileiro.

Porém, ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensa, não é nada fácil a paralização dos jogos no Brasil quando a seleção brasileira atue. O motivo se chama Rede Globo de Televisão.

A Globo, detentora dos direitos de transmissão quase monopolicamente do futebol brasileiro e quase dona deste, não abre mão de transmitir dois jogos por semana, primordialmente nos seus clássicos horários das 22.00 da quarta-feira e das 16.00 do domingo.

Quando os jogos do Brasil forem na parte da noite da quarta-feira pelo horário brasileiro, como foi ontem contra a Colômbia, ou quando forem às 16.00 do domingo não há problema. Este passa a ser o jogo televisionado pela líder de audiência sem a necessidade da realização de rodada do Campeonato Brasileiro ou dos Estaduais. Entretanto, como a maior parte dos jogos do Brasil é na Europa, a maioria das partidas, pela diferença do fuso-horário europeu e brasileiro, tem lugar em outros horários, o que força jogos dos times brasileiros nos mesmos dias dos do Brasil, para cumprir com a exigência tácita da Globo.

Portanto, considerando-se que, infelizmente, os clubes e a CBF dificilmente vão querer ir contra a Globo, a decisão sobre o ridículo que significa jogos de clubes no mesmo dias de jogos da seleção depende, em última instância, da emissora carioca.

Infelizmente, os executivos da Globo são extremamente bitolados. Não enxergam que o ganho de ter sempre jogos nos seus dias e horários prediletos acaba sendo menor do que ter um campeonato organizado, onde todos os clubes possam contar com suas principais atrações sempre. É apenas questão de bom senso. Oxalá a Globo conte com um pouco deste nos próximos anos no que se refere ao esporte-rei.

domingo, 28 de octubre de 2012

HADDAD 2018


O triunfo de Fernando Haddad na eleição municipal de São Paulo pode ter sido o seu primeiro passo para algo que hoje ninguém, ao menos externamente, especula, até pela distância temporal que ainda estamos disto: sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2018.

Tirando, obviamente, a presidente Dilma Roussef, nenhum outro petista terá um governo tão importante para administrar quanto Haddad a partir de 1 de janeiro de 2013. De momento, mesmo que nem mesmo no PT se pense em relação a um escrutínio que só terá lugar daqui a seis anos, Haddad é, naturalmente, o petista mais bem colocado para manter o partido da estrela vermelha no executivo nacional – considerando que Roussef seria reeleita em 2014 e que Lula não tenha disposição para ser candidato do PT em 2018, coisas que julgo prováveis.

A possibilidade de Haddad de ser a aposta do PT em 2018 será maior ou menor de acordo à tarefa nada fácil que terá pela frente, ser bem avaliado pela população paulistana, o que inclui, evidentemente, sua reeleição nas municipais de 2016. As duas outras experiências do PT à frente da Prefeitura de São Paulo não terminaram bem em termos eleitorais, apesar destas administrações não terem sido rejeitadas pela população. Luiza Erundina, eleita em 1988, não logrou eleger o candidato à sua sucessão em 1992, Eduardo Suplicy. E Marta Suplicy, vitoriosa em 2000, não conseguiu renovar seu mandato em 2004.

O Brasil, depois de dois anos quase estagnado econômicamente, tende a crescer a partir do ano que vem, o que significa, também, que haverá mais recursos federais para todas os entes da federação, principalmente os mais alinhados ao Governo Federal, como será o caso de São Paulo. Um exemplo é o projeto federal Minha Casa Minha Vida, desdenhado pela atual administração paulistana. O êxito da sua implatação, considerando que a área da habitação é dos maiores problemas de São Paulo, aumentaria significamente as chances de aprovação de Haddad junto aos  paulistanos.

Outro importante ponto que beneficia Haddad é poder contar com uma Câmara de Vereadores que o apoiará.

Se Haddad vai ter boa aceitação dos habitantes da maior cidade do Brasil só o futuro dir-nos-á. Conseguindo-a, será dos nomes mais fortes não apenas para ser candidato nas presidenciais de 2018, como, também, para ser eleito presidente.

jueves, 18 de octubre de 2012

ABORTO LEGAL


Uruguay es hoy un país más humano. Un país con más libertad. Un país menos hipócrita. Un país donde los respetables pensamientos de unos no invadirán las voluntades ajenas. Un país donde abdicar de llevar a cabo un embarazo, independientemente de la razón que sea, no será más crimen.  

Este 17 de octubre de 2012 entrará para la historia de los derechos civiles de Uruguay, un campeón en esta materia en las primeras décadas del siglo pasado, bajo las presidencias de José Batlle y Ordoñez y Claudio Williman, con leyes como el matrimonio civil, el divorcio y la separación de la iglesia del Estado.

Con la despenalización del aborto hasta las doce primeras semanas de gestación, después de la ley haber sido finalmente aprobada tras un largo proceso legislativo y sin el riesgo de veto del presidente José Mujica, como ocurrió en 2008, cuando Tabaré Vázquez vetó esta ley, Uruguay se torna uno de los pocos países de América Latina con una ley de plazos para el aborto libre. Hasta ahora, solo Cuba y Ciudad de México tenían una ley del género. De estas pocas naciones, justamente Cuba y Uruguay son las que pueden ser consideradas las más laicas.

Ojalá, otros países de la región diesen este paso en los próximos tiempos. Pero, de momento, solo en Argentina hay una presión política y popular de peso para despenalizar el aborto. El problema es la presidente Cristina Fernández, que, al contrario de su grupo político, no ve con simpatía la despenalización.

Muchos de los que están en contra del aborto dicen estar a favor de la vida. Cada persona es libre de pensar como quiera y tiene su propia visión del mundo. El problema es que, con la ilegalización del aborto, esta visión es impuesta a los demás. La despenalización hace con que cada mujer actúe de acuerdo a lo que crea que es mejor para su vida.

La ciencia ya ha probado que hasta los primeros meses de embarazo el feto, por su poco desarrollo, no puede ser considerado como un ser humano. Su inexpresivo sistema nervioso ni haría que este sintiera dolor durante el aborto.

Además, todos sabemos que la ilegalización del aborto no lo impide. Lo que sí genera es la desigualdad entre mujeres con dinero, que pueden pagar por una segura clínica para interrumpir su embarazo, aunque de modo clandestino, y otras, que con pocos recursos, no se les queda otra que recurrir a sitios que ofrecen pocas condiciones para la realización de una operación quirúrgica.

La despenalización del aborto hace con que el Estado uruguayo mire a los ojos de sus ciudadanas y que no las deje abandonadas si la opción de no querer tener un hijo es la que consideran la más adecuada. Es decir, el Estado se exime de hacer juicio de valores en un tema muy personal y del cual nadie puede ser el dueño de la razón.

jueves, 4 de octubre de 2012

INCOERÊNCIA


Aumento do escalão máximo do IRS para 54,5%, o mais alto da história de Portugal, com um prometido crescimento de sua progressividade na sua globalidade. Aumento do IRC para empresas com lucro superior a 7,5 milhões de euros. Aumento para 28% para os rendimentos provenientes do capital. Agravamento para o imposto sobre o tabaco e outros prometidos aumentos para os impostos em relação a compra de produtos de luxo. Perspectiva de taxação sobre transações financeiras.

É impressionante como estas medidas, anunciadas ontem pelo ministro de Finanças, Vitor Gaspar, foram recebidas tão mal pela generalidade da esquerda portuguesa. Principalmente tendo em conta que vieram como justificativa para substituir o aumento indiscriminado da TSU para os trabalhadores, algo muito mais penalizador para os que menos têm.

Das reclamações feitas por gente que se diz de esquerda, tiraria duas conclusões: ou seriam tão obnubilados, que o que importaria seria dizer mal do governo, faça o que faça, incluindo quando avança por caminhos que buscam mais igualdade na sociedade, ou, no fundo, estariam mais preocupados por suas perdas individuais, ou seja, com seu próprio bolso, enfiando na gaveta o sentido de solidariedade e de distribuição de renda que devem pautar o pensamento da esquerda.

Regozijar-se com as novas medidas do Executivo de Pedro Passos Coelho quando estas fazem com que os que mais têm paguem mais pela crise e em prol da austeridade não significa, obviamente, apoiar o seu governo. Apenas significa ser coerente em termos de ideológia, que deve estar acima das guerras partidárias.

martes, 2 de octubre de 2012

BLINDAR A LOS NIÑOS



La propuesta del Ministerio de Educación y Cultura de prohibir la publicidad dirigida a los niños en Uruguay va por una excelente senda. De este modo, los más jóvenes de la sociedad estarían protegidos de los cantos de sirena que intentan vehicular los spots publicitarios.

La idea está inserida en las discusiones sobre el proyecto de ley de comunicación de servicios audiovisuales, que garantiza, de momento, al menos, el fin de la publicidad para niños en programas infantiles y en sus tandas publicitarias.

Los niños, al contrario de los adultos, no tienen vivencia y consciencia suficientes, para discernir bien la información de la propaganda. Es deber del Estado, por lo tanto, no permitir que lo ilusorio se haga realidad en la cabeza de los niños.

En un primer momento, muchos podrán acusar al gobierno de censura. Será necesario que el Ejecutivo uruguayo sea valiente para llevar a cabo la iniciativa en medio de una posible campaña de hostigamiento, principalmente de la parte de los que se verían más perjudicados, los canales de televisión y el universo publicitario.

Si esta propuesta tornarse realidad, Uruguay estaría junto a un grupo de países que poco pueden ser acusados de autoritarios, como Suecia, Dinamarca, Bélgica, Finlandia y Canadá, que también tienen leyes que prohíben la publicidad a los niños.

La protección a los menores no va en contra de una sociedad libre. Por el contrario, es esencial para el desarrollo sano y sostenible de esta.

viernes, 7 de septiembre de 2012

RESTRICCIONES AL ALCOHOL


Según ha adelantado El Observador en su edición de hoy, el gobierno uruguayo enviará un proyecto de ley al Parlamento que contiene medidas para restringir el consumo de alcohol.

Entre los principales tópicos de la ley estarían la prohibición del consumo de alcohol en parques, playas, plazas, ramblas y veredas. También se prohibirían canillas libres y solo se permitirían la venta a locales con una licencia específica para la comercialización de bebidas alcohólicas.

Si el proyecto fuere llevado a cabo, Uruguay estaría más una vez en el rumbo correcto a respecto del tratamiento a las drogas consideradas legales. Las acciones del Ejecutivo oriental desde la llegada del Frente Amplio al poder a respecto del tabaco están produciendo excelentes resultados, que se verifican en la gran reducción de fumadores en el país – de 32% en 2006 a solo 20% en 2012.

Ahora le toca al alcohol la atención del gobierno. Una bebida que puede contribuir para que haya tantos flagelos sociales, como la violencia de género y los accidentes viarios y de la cual son adictos cerca de 260 mil uruguayos. Es decir, alrededor del 10% de la población uruguaya con más de 14 años de edad es alcohólica.

El mayor punto de interrogación es el referente a la publicidad de alcohol, que debería ser tajantemente prohibida, como fue prohibida la publicidad de tabaco en su momento. Pero, de acuerdo al diario, el proyecto solo impondrá limitaciones a la propaganda, habiendo un control de los contenidos, siendo establecidas pautas con la Cámara de Anunciantes y la industria del sector.

Es muy importante saber, exactamente, cuáles serán las limitaciones de la publicidad. Ojalá, al menos se prohíba cualquier auspicio de bebidas alcohólicas a programas deportivos, como se suele ver, incluso en emisiones de TNU, como La Hora de los Deportes y Estudio Estadio – una vergüenza para la tele pública uruguaya.

Un “país de primera” como los gobernantes dicen querer hacer de Uruguay debe ser un país sano. Y para que sea un país sano, al alcohol le deben ser puestos palos en la rueda. Sin que se llegue a prohibir su consumo totalmente, para que la libertad individual no sea puesta en jaque.